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Rota em Branco
Paris

Paris em 5 dias: o nosso roteiro com Disneyland, Versalhes e uma greve pelo meio

Torre Eiffel, Disneyland, Louvre, Versalhes e um voo cancelado que nos ofereceu mais um dia na cidade: este foi o nosso roteiro real de cinco dias por Paris.

20 min de leitura
paris

Torre Eiffel ao anoitecer, um dia inteiro na Disneyland, Louvre, Versalhes e um voo cancelado que nos ofereceu mais um dia em Paris. Este foi o nosso roteiro real de cinco dias pela capital francesa.

Tudo começou com uma questão/afirmação da minha tia numa festa de família.

Nem sequer era propriamente uma pergunta.

Era mais uma decisão comunicada em letras maiúsculas:

“MARCELO, VAMOS À DISNEY?!”

Não houve grande discussão depois disso.

Um dia depois já tínhamos voos marcados, um apartamento reservado perto do Louvre e aquela que se tornaria a nossa primeira grande viagem em grupo:

eu, a Cátia e os meus tios.

O destino era Paris.

As datas:

8 a 11 de dezembro de 2025.

Pelo menos era esse o plano.

Porque algures a meio da viagem uma greve geral em Portugal decidiu acrescentar-nos mais um dia.

E nós descobrimos isso numa casa de banho do Palácio de Versalhes.

Mas já lá vamos.

Dia 1 — Orly, Torre Eiffel e uma caminhada junto ao Sena que valeu tudo

Saímos de Lisboa às 09h45 do dia 8 de dezembro.

Cerca de duas horas e meia depois aterramos no Aeroporto de Paris-Orly.

Éramos quatro pessoas, com malas, por isso decidimos começar a viagem da forma mais confortável:

Uber.

Do aeroporto até à zona do Louvre, onde ficava o apartamento, pagámos:

27,23 € para os quatro.

Foram cerca de 40 minutos de viagem.

Para quatro pessoas, não nos pareceu nada mau.

Chegados à zona do Louvre, ainda tivemos de ir buscar as chaves do apartamento e fazer o caminho até ao alojamento.

Entre malas, ruas e escadas, demorámos uns 30 a 40 minutos até finalmente conseguirmos pousar tudo.

Mas não ficámos muito tempo.

Era o primeiro dia em Paris.

E havia um monumento que não ia esperar.

A primeira vez diante da Torre Eiffel

Chamámos outro Uber.

Do apartamento até à Torre Eiffel:

12,91 € para os quatro.

E aqui posso dizer sem grande dúvida:

a Torre Eiffel é um dos monumentos que mais me impressionou ao vivo.

Já a tinha visto centenas de vezes.

Filmes.

Fotografias.

Vídeos.

Publicidade.

Tudo.

Mesmo assim, quando se chega perto percebe-se que as imagens não transmitem realmente o tamanho da estrutura.

É enorme.

E naquele final de tarde, com Paris a começar a ficar escura, ainda mais impressionante.

Tínhamos bilhetes para subir de elevador até ao segundo piso.

Pagámos:

22,40 € por pessoa

ou:

89,60 € para os quatro.

A fila acabou por ser relativamente rápida.

E os elevadores são, por si só, uma experiência curiosa.

Fizeram-me lembrar os nossos elevadores históricos portugueses — Bica, Glória ou Guindais — mas a subir pelo interior de uma enorme estrutura metálica no centro de Paris.

Quando chegámos ao primeiro e segundo pisos já estava praticamente noite.

E estava tudo decorado para o Natal.

Luzes.

Decorações.

Paris inteira iluminada por baixo de nós.

Não podia ter sido uma primeira grande atração muito melhor.

Em vez do Uber, fomos a pé

Quando descemos, podíamos simplesmente ter chamado outro carro para voltar ao apartamento.

Ainda bem que não o fizemos.

Decidimos fazer o percurso a pé.

Foram aproximadamente 45 minutos junto ao Sena, atravessando algumas das zonas mais bonitas que acabámos por ver na viagem.

Passámos pela Pont de l'Alma.

Pelo Grand Palais.

Pela Pont Alexandre III.

Pela zona dos Champs-Élysées.

E acabámos no Jardin des Tuileries.

Ali encontrámos um enorme mercado de Natal.

E decidimos jantar por lá.

Já não temos o valor exato daquela refeição, por isso não vou inventar um número.

Mas lembro-me de não termos saído dali com a sensação de termos acabado de sofrer um assalto financeiro.

O que, para um mercado de Natal no centro de Paris, já é uma vitória.

Paris surpreendeu-nos logo na primeira noite

Esta caminhada teve ainda outro efeito.

Fez-nos questionar algumas das coisas que tínhamos ouvido antes da viagem.

Paris tem uma reputação bastante forte de cidade:

suja

e:

insegura.

Pelo menos durante a nossa viagem, essa não foi a experiência que tivemos.

Andámos bastante a pé.

Muitas vezes de noite.

Várias vezes junto ao rio.

Não sentimos cheiros particularmente desagradáveis.

Não vimos lixo espalhado pelas ruas como estávamos à espera.

E o único rato que vimos durante toda a viagem estava num jardim.

Também não fomos abordados por ninguém a tentar vender pulseiras, flores ou outras coisas do género.

Havia bastante polícia.

Ouvíamos sirenes frequentemente.

Mas nunca nos sentimos particularmente inseguros.

Isto não significa que Paris não tenha problemas.

Significa apenas que:

a Paris que nós encontrámos foi bastante diferente da imagem que nos tinham vendido antes de ir.

Chegámos ao apartamento.

E fomos dormir.

Porque no dia seguinte tínhamos de acordar cedo.

Muito cedo.

Dia 2 — Disneyland Paris

O shuttle para a Disneyland saía da Place de l'Opéra às 08h35.

Do apartamento até lá tínhamos uma caminhada de cerca de 10 a 15 minutos.

Chegámos.

Esperámos.

Descobrimos que o ponto verdadeiro de embarque ficava ligeiramente afastado do local onde inicialmente pensávamos.

E lá seguimos.

Por volta das 09h30, estávamos finalmente dentro da Disneyland Paris.

Tínhamos bilhetes que permitiam visitar os dois parques.

Começámos pelo então chamado:

Walt Disney Studios Park.

Tower of Terror

A primeira atração que merece destaque é a:

The Twilight Zone Tower of Terror

A ideia é simples.

Entramos num antigo hotel.

Entramos num elevador.

E depois o elevador deixa de se comportar como um elevador devia.

Quedas.

Subidas.

Escuridão.

E a particularidade de nunca sabermos exatamente quantas quedas vamos ter.

Foi facilmente:

uma das melhores atrações que experimentámos na Disneyland.

Avengers Campus

Seguimos também pela zona da Marvel.

Experimentámos a:

Spider-Man WEB Adventure

uma atração interativa onde passamos o percurso inteiro a lançar “teias”.

Por volta do meio-dia, já tínhamos explorado bastante esta zona.

Era hora de seguir para:

O parque principal da Disneyland

Aqui começou realmente aquela sensação de:

“estamos dentro de um filme.”

Entrámos pela Main Street com o castelo ao fundo.

Lojas.

Decorações.

Música.

Natal.

Tudo completamente Disney.

Fomos almoçar ao Casey's Corner, mesmo em frente ao castelo.

Já não tenho o valor exato dessa refeição, por isso não o vou colocar nas contas.

Depois do almoço assistimos a um espetáculo com várias personagens, princesas e príncipes da Disney.

E depois começámos aquilo que realmente interessava:

as atrações.

A primeira montanha-russa da Cátia

Fomos primeiro à:

Hyperspace Mountain.

Estava com problemas técnicos.

Deram-nos um passe para regressar mais tarde sem voltar a enfrentar a fila completa.

Enquanto esperávamos fomos à:

Star Tours: The Adventures Continue.

Quando saímos, a Hyperspace Mountain tinha acabado de reabrir.

E foi aí que aconteceu um momento importante.

A Cátia andou na primeira montanha-russa da vida dela.

Eu estava ligeiramente preocupado.

Ela podia ficar maldisposta.

Podia odiar.

Podia sair de lá a dizer:

“nunca mais.”

Saiu.

E queria repetir.

Problema criado.

O castelo, Pirates of the Caribbean e mais Disney

Continuámos pelo próprio castelo.

Sim.

Podemos literalmente atravessar o castelo.

Depois seguimos para:

Pirates of the Caribbean.

A fila estava relativamente pequena, aproximadamente 20 minutos, e aproveitámos.

Passámos também pela zona do It's a Small World, onde havia uma pequena feira de Natal.

Eu comi macarons.

A Cátia escolheu uma maçã do amor.

E os meus tios comeram qualquer coisa que já não consigo recordar.

Foi daqueles pequenos momentos em que percebemos que estávamos há horas dentro do parque e ainda tínhamos uma quantidade absurda de coisas para fazer.

A Parada de Natal

Mais tarde assistimos à:

Parada de Natal do Mickey.

E aqui não há muito a acrescentar.

Se estão na Disneyland durante o Natal:

vejam.

É Disney no máximo.

Música.

Personagens.

Carros alegóricos.

Natal.

O castelo como cenário.

Tudo.

Depois fomos às lojas.

Obviamente.

E foi também aí que começámos a perceber que tínhamos cometido um erro:

O shuttle da Disney não valia a pena

O transporte que tínhamos reservado de manhã ia regressar antes do espetáculo de encerramento.

Ou seja:

pagávamos por um shuttle da Disneyland que nos obrigava a sair da Disneyland antes de uma das melhores partes do dia.

Não fazia sentido.

Decidimos:

não regressar nele.

E começámos a investigar alternativas.

Foi aí que descobrimos que bastava apanhar transportes públicos.

Bilhete:

2,50 € por pessoa.

Linha A desde Marne-la-Vallée Chessy até à zona da Ópera.

A viagem demorava aproximadamente:

45 minutos.

Quando percebemos isto, só houve uma conclusão possível:

se soubéssemos de manhã, nunca tínhamos comprado o shuttle.

Indiana Jones e uma visita ao backstage da Disney

Ainda havia tempo para mais atrações.

Fomos à:

Indiana Jones and the Temple of Peril.

E aconteceu outra coisa inesperada.

A atração teve problemas técnicos.

Em vez de simplesmente sairmos pelo percurso normal, tivemos de seguir um procedimento de segurança.

Resultado?

passámos pelo backstage da Disneyland.

Áreas que normalmente os visitantes não veem.

Corredores de serviço.

E acabámos por sair perto da zona do Rei Leão.

Não estava no roteiro.

E tornou-se uma das histórias mais curiosas do dia.

O espetáculo de encerramento

Ainda passámos pela zona temática do Aladdin.

Fizemos uma refeição ligeira no Market House Deli.

E depois fomos procurar um lugar para assistir ao espetáculo final.

Foi precisamente por causa disto que abandonar o shuttle valeu a pena.

Luzes.

Projeções.

Música.

Castelo.

O encerramento completo do parque.

Se alguma vez forem à Disneyland:

não saiam antes disto.

Depois do espetáculo, seguimos até à estação.

Novo bilhete:

2,50 € por pessoa.

Linha A.

Regresso a Paris.

E ainda fizemos o percurso entre a Ópera e o apartamento a pé, agora com Paris completamente iluminada para o Natal.

Estávamos mortos.

Mas tinha valido a pena.

Dia 3 — Louvre, Notre-Dame, Versalhes e uma greve

No terceiro dia começámos cedo.

Por volta das 08h30 já estávamos na Bo&Mie, na Rue de Rivoli, praticamente em frente ao Louvre.

Croissants.

Pain au chocolat.

Café.

Pequeno-almoço aprovado.

Não tenho o valor exato, por isso novamente:

não inventamos.

Depois atravessámos a rua.

Museu do Louvre

Tínhamos hora marcada.

A entrada pareceu inicialmente um bocadinho confusa por causa da organização das filas por horários.

Mas entrámos.

E fizemos aquilo que praticamente toda a gente faz numa primeira visita:

fomos diretamente à Mona Lisa.

Ou:

La Gioconda.

Consegui avançar até bastante perto.

E ali estava ela.

Provavelmente o quadro mais famoso do mundo.

Curiosamente, logo na mesma sala existe uma obra que nos impressionou também pelo motivo oposto.

As Bodas de Caná, de Paolo Veronese.

Um quadro gigantesco.

Quase 70 metros quadrados de pintura.

Mona Lisa de um lado.

Uma parede inteira de arte do outro.

O Louvre tem destas coisas.

Depois continuámos pelas principais salas e obras.

Não fizemos uma visita de oito horas.

Não tentámos ler cada placa.

No total, estivemos aproximadamente:

uma hora.

Para quem gosta muito de arte, isto vai soar a crime.

Para nós, foi suficiente para aquilo que queríamos naquele roteiro.

Notre-Dame

Saímos do Louvre e seguimos a pé.

Cerca de 20 minutos depois estávamos diante da:

Catedral de Notre-Dame.

Há uma zona em frente onde podemos simplesmente sentar e observar a fachada.

E foi exatamente isso que fizemos durante algum tempo.

Depois olhámos para as horas.

E percebemos que tínhamos outro compromisso.

Versalhes.

Mas primeiro:

Five Guys

Já existe um padrão nestes artigos.

Roma.

Milão.

Londres.

Paris.

Se existe Five Guys, nós provavelmente encontramos.

Fizemos cerca de 40 minutos a pé desde Notre-Dame até à zona da Ópera.

A desculpa oficial era que o restaurante ficava num sítio conveniente para depois seguirmos para Versalhes.

A verdadeira razão:

era Five Guys.

Depois do almoço seguimos para os transportes.

Linha A.

Depois linha U.

E chegámos a:

Palácio de Versalhes

Da estação até ao palácio ainda tivemos aproximadamente:

25 minutos a pé.

E parte desse tempo parece ser só a atravessar a frente do próprio palácio.

Aquilo é:

gigantesco.

O edifício.

Os jardins.

Tudo.

É daqueles sítios em que percebemos rapidamente que não vamos “ver Versalhes” numa tarde.

Vamos ver uma pequena parte de Versalhes.

E aceitar.

Percorremos o interior.

Visitámos várias salas.

Passámos pelos jardins.

E foi precisamente aqui que recebi uma mensagem que mudou completamente a viagem.

O nosso voo tinha sido cancelado

Eu estava:

na casa de banho.

Sim.

No Palácio de Versalhes.

A Transavia enviou mensagem e email.

O voo de regresso do dia seguinte estava:

cancelado.

Motivo?

A greve geral marcada em Portugal para 11 de dezembro de 2025.

Durante alguns segundos entrei em pânico.

Depois saí da casa de banho.

Fui contar ao meu tio.

Ele começou-se a rir.

Já lhe tinha acontecido algo semelhante.

Em 2022, ele e a minha tia tinham ficado presos em Londres por causa de neve.

O melhor?

Na mesma altura, eu e a Cátia estávamos em Milão.

Se a nossa viagem tivesse durado mais um ou dois dias, provavelmente também teríamos ficado presos.

Conclusão familiar:

aparentemente dezembro não gosta dos nossos voos de regresso.

A Transavia resolveu tudo

Depois de terminarmos a visita a Versalhes, regressámos ao apartamento.

E começámos a tratar do problema.

Aqui temos de ser justos.

A Transavia lidou muito bem com a situação.

O valor dos voos foi devolvido.

A companhia comprometeu-se a assumir as despesas adicionais elegíveis causadas pelo cancelamento.

Tivemos de marcar um novo voo.

Desta vez com a:

TAP.

Para o dia:

12 de dezembro.

Reservámos também uma noite adicional num hotel perto do Aeroporto de Orly.

E de repente tínhamos:

mais um dia em Paris.

Depois de resolvermos tudo, fizemos aquilo que qualquer pessoa sensata faria depois de descobrir que não podia regressar a casa:

fomos passear.

Moulin Rouge e Galeries Lafayette

Saímos a pé em direção ao Moulin Rouge.

Pelo caminho passámos pelas Galeries Lafayette, completamente decoradas para o Natal.

Acabámos por jantar num restaurante italiano que encontrámos durante o percurso.

E fizemos uma caminhada noturna bastante longa pela cidade.

Se tudo tivesse corrido normalmente, provavelmente teríamos utilizado aquele tempo para visitar:

Arc de Triomphe

e:

Champs-Élysées.

Mas o voo tinha outros planos.

Felizmente, agora tínhamos um dia extra.

Dia 4 — O dia que não devia existir

Este dia não estava no roteiro original.

Por volta das 10h40, fizemos o check-out do apartamento.

Tínhamos de mudar para o hotel próximo de Orly.

Caminhámos até à estação de Pyramides.

Apanhámos a linha 14 até à zona de Thiais-Orly.

Preço:

2,50 € por pessoa.

Ainda tivemos cerca de nove minutos a pé até ao hotel.

Como já é tradição, chegámos demasiado cedo.

Os quartos não estavam prontos.

Deixámos as malas.

E fomos comer.

Portugueses em Paris por uma tarde

Perto do hotel tínhamos visto um restaurante português:

A Casa do Leitão.

Decidimos experimentar.

E depois de vários dias em França, ouvir português e comer comida portuguesa soube muito bem.

Não tenho o valor exato da refeição, mas lembro-me de ser bastante razoável.

Regressámos depois ao hotel.

Fizemos finalmente o check-in.

E voltámos a sair.

Tínhamos um estádio para visitar.

Parc des Princes

Apanhámos novamente a linha 14.

Depois linha 9.

E seguimos para:

Porte de Saint-Cloud.

Mais uns dez minutos a pé.

E estávamos diante do:

Parc des Princes

casa do Paris Saint-Germain.

Mesmo em frente, praticamente separado por uma estrada, encontra-se o:

Stade Jean-Bouin.

Uma concentração de estádios bastante curiosa.

Explorámos a zona.

Tirámos fotografias.

E depois seguimos para aquele que devia ter sido um dos grandes momentos do roteiro original.

Arc de Triomphe

Voltámos ao metro.

Linha 9.

Trocámos em Trocadéro.

E seguimos até:

Charles de Gaulle-Étoile.

Saímos praticamente diante do:

Arc de Triomphe.

E Paris voltou a entregar.

É outra estrutura muito mais impressionante quando estamos literalmente por baixo dela.

Explorámos a zona.

Passámos por baixo.

Ficámos algum tempo a observar.

E depois começámos a descer:

Champs-Élysées

Lojas.

Luzes.

Marcas de luxo.

Turistas.

Natal.

Entrámos em várias lojas.

Passámos pela loja do PSG.

Pela Miniso.

E vimos até um enorme edifício da Louis Vuitton desenhado praticamente como uma caixa gigante da própria marca.

Percorremos grande parte da avenida.

Quando já não tínhamos grande energia para regressar por transportes, chamámos um Uber.

Destino:

Pedra Alta.

Um restaurante português relativamente perto do hotel.

A viagem demorou aproximadamente uma hora por causa do trânsito.

Foram cerca de 30 km.

Preço:

28,76 € para os quatro.

Um jantar português para fechar Paris

No Pedra Alta não fomos propriamente comedidos.

Pratos enormes.

Carne.

Bebidas.

Sobremesas.

Café.

A conta para os quatro:

132,05 €

Saímos completamente cheios.

E ainda tínhamos dez minutos a pé até ao hotel.

Serviu para fingir que estávamos a compensar alguma coisa.

Depois foi:

dormir.

Porque desta vez havia finalmente um voo real marcado para o dia seguinte.

Dia 5 — Finalmente, Portugal

No último dia não tivemos pressa.

Dormimos.

Tomámos o pequeno-almoço.

Fizemos check-out.

E seguimos a pé até ao Aeroporto de Orly.

Foram aproximadamente:

30 minutos.

Já no aeroporto, almoçámos qualquer coisa simples.

Sandes.

Comida rápida.

O almoço meu e da Cátia ficou por:

27,45 €

Infelizmente fomos os únicos do grupo que guardaram a fatura dessa refeição.

Ainda fizemos algumas compras de última hora.

E por volta das:

15h30

descolámos finalmente de Paris.

Aterrámos em Lisboa por volta das:

17h00.

A viagem que devia terminar no dia anterior estava finalmente concluída.

Cinco dias chegam para conhecer Paris?

Aqui temos uma pequena vantagem na resposta.

Nós planeámos menos.

E acabámos por ter cinco.

E sinceramente?

cinco dias funcionaram muito bem.

Conseguimos incluir:

Torre Eiffel.

Disneyland.

Louvre.

Notre-Dame.

Versalhes.

Moulin Rouge.

Parc des Princes.

Arc de Triomphe.

Champs-Élysées.

Mercados de Natal.

E ainda várias caminhadas longas pela cidade.

Claro que ficou muita coisa por fazer.

Paris é enorme.

Podíamos passar facilmente mais dias.

Mas para uma primeira viagem?

Eu escolheria:

quatro a cinco dias.

Se quiseres dedicar um dia inteiro à Disneyland e outro a Versalhes, então cinco dias tornam-se ainda mais interessantes.

Porque ambos retiram praticamente um dia inteiro ao centro de Paris.

Vale a pena dedicar um dia à Disneyland?

Para nós:

sim.

Mesmo que não sejas aquela pessoa completamente obcecada pela Disney.

As atrações por si só justificaram a visita.

Tower of Terror.

Hyperspace Mountain.

Indiana Jones.

Ratatouille.

Avengers.

E depois existe toda a atmosfera.

O castelo.

A Main Street.

A Parada de Natal.

O espetáculo final.

É uma experiência completamente diferente de simplesmente visitar mais um monumento de Paris.

E uma coisa que mudávamos imediatamente:

não comprávamos o shuttle.

Transportes públicos.

Linha A.

2,50 € por pessoa.

Muito mais flexível.

E não temos de sair do parque antes do espetáculo final.

Paris é realmente insegura?

Só posso responder com base na nossa experiência.

E durante estes dias:

não sentimos isso.

Andámos muito.

De dia.

De noite.

Junto ao Sena.

Em zonas turísticas.

Em bairros menos turísticos.

De metro.

A pé.

De Uber.

Nunca tivemos nenhum problema.

Também não encontramos a cidade particularmente suja.

Isto não significa que não seja preciso ter cuidados.

Paris é uma enorme capital europeia.

Há carteiristas.

Há zonas melhores e piores.

Há milhões de turistas.

Mas a imagem extremamente negativa que tínhamos ouvido antes da viagem:

não correspondeu àquilo que nós encontrámos.

E isso foi uma das maiores surpresas da viagem.

O que mais gostámos em Paris?

Para mim:

Torre Eiffel.

Sem discussão.

É provavelmente o monumento que mais me surpreendeu ao vivo até hoje.

Depois:

Disneyland.

Especialmente porque conseguimos fazer praticamente tudo aquilo que queríamos num único dia.

Versalhes também é impressionante.

Arc de Triomphe.

Louvre.

Paris tem uma quantidade absurda de lugares que reconhecemos antes sequer de lá chegar.

E talvez essa seja uma das melhores partes.

Estamos simplesmente a andar numa rua.

Viramos uma esquina.

E aparece uma coisa que vimos durante a vida inteira em filmes.

O que ficou por fazer?

Muita coisa.

E isso significa que Paris também ficou com argumentos para uma segunda viagem.

Não explorámos tudo dentro do Louvre.

Não visitámos todos os bairros.

Não subimos ao Arc de Triomphe.

Não fizemos metade das coisas possíveis em Versalhes.

E a Disneyland está constantemente a mudar.

Portanto:

há razões para voltar.

Da próxima vez, idealmente sem greve.

Quanto gastámos em Paris?

A nossa viagem aconteceu entre 8 e 12 de dezembro de 2025.

É importante explicar estes números porque o cancelamento do voo alterou bastante aquilo que efetivamente saiu do nosso bolso.

Éramos:

quatro pessoas.

Voos originais

Os bilhetes Transavia da viagem inicialmente planeada ficaram em:

503,98 € para o grupo.

Mas o voo de regresso foi cancelado devido à greve.

Por isso:

este valor acabou por ser integralmente devolvido pela Transavia.

No novo voo TAP tivemos ainda:

50 € de bagagem de porão adicional.

Alojamento

Pelas três noites no apartamento junto ao Louvre pagámos:

465,24 € para quatro pessoas

Este valor incluía:

374,40 € pelo apartamento

60,84 € de imposto municipal

e:

30 € de taxa de limpeza.

Depois, devido ao cancelamento, tivemos de reservar uma noite adicional perto de Orly.

Dois quartos para quatro pessoas:

200,50 €

Esta despesa foi assumida pela Transavia no âmbito do cancelamento.

Total de alojamento documentado:

665,74 €

Seguro

O seguro IATI Escapadinhas para as quatro pessoas ficou por:

55,74 €

Transportes e Torre Eiffel

Uber de Orly para o apartamento:

27,23 €

Uber do apartamento até à Torre Eiffel:

12,91 €

Bilhetes da Torre Eiffel:

89,60 € para quatro pessoas

Metro nas quatro viagens de que temos o preço confirmado:

40 €

Uber dos Champs-Élysées até ao Pedra Alta:

28,76 €

Total:

198,50 €

Refeições com valor documentado

Jantar no Pedra Alta:

132,05 € para quatro pessoas

Almoço no aeroporto de Orly, apenas eu e a Cátia:

27,45 €

Total documentado:

159,50 €

Houve muitas outras refeições.

Disneyland.

Mercado de Natal.

Bo&Mie.

Five Guys.

Restaurante italiano.

Casa do Leitão.

Lanches.

Mas já não temos todos os valores.

Por isso:

não entram na conta.

Disneyland Paris

Quatro bilhetes para o shuttle da Disney = 57 € por pessoa / 228€ no total

Quatro bilhetes de um dia, dois parques = 97 € por pessoa / 388€ no total

Total documentado:

616 €

Total documentado

Somando os valores que conseguimos recuperar:

2.249,46 € para quatro pessoas

Ou aproximadamente:

562 € por pessoa

Mas este valor não representa aquilo que realmente ficou a nosso cargo no final.

Uma parte importante acabou por ser:

reembolsada

ou:

assumida pela Transavia.

Os voos originais:

503,98 €

foram devolvidos.

E o hotel adicional:

200,50 €

foi também assumido devido ao cancelamento.

Por isso, o custo líquido real da viagem acabou por ser bastante mais simpático do que o valor documentado pode fazer parecer.

E há ainda várias despesas reais que não conseguimos incluir porque não guardámos os recibos.

Este é simplesmente:

o valor que conseguimos provar ao cêntimo.

O nosso roteiro de Paris resumido

Se quiseres utilizar a nossa viagem como ponto de partida:

Dia 1: chegada a Orly, apartamento junto ao Louvre, Torre Eiffel, caminhada pelo Sena, Pont Alexandre III e mercado de Natal no Jardin des Tuileries.

Dia 2: Disneyland Paris durante todo o dia, dois parques, atrações, Parada de Natal e espetáculo de encerramento.

Dia 3: Louvre, Notre-Dame, Five Guys, Palácio de Versalhes, regresso a Paris, Galeries Lafayette e Moulin Rouge.

Dia 4: mudança para hotel perto de Orly, Parc des Princes, Arc de Triomphe, Champs-Élysées e jantar no Pedra Alta.

Dia 5: manhã tranquila, caminhada até ao Aeroporto de Orly e regresso a Lisboa.

É um roteiro que ficou muito mais completo do que estava inicialmente planeado.

Tudo porque uma greve decidiu que ainda não era hora de regressarmos.

Não vou agradecer à greve.

Mas também não vou fingir que não aproveitámos o dia extra.

Paris ainda tinha coisas para nos mostrar.

E nós, aparentemente, ainda tínhamos pernas para andar.

Viagem realizada entre 8 e 12 de dezembro de 2025. Os preços, horários, atrações, transportes e condições dos locais mencionados podem ter mudado desde a nossa visita.

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